O Bairro Cooperativa também era conhecida por Colônia Mizuho. Existe desde 1935, quando da chegada dos primeiros lavradores japoneses, que se conheceram no Brasil e resolveram comprar suas própria terras, para não terem que continuar trabalhando em propriedades alheias. As dificuldades foram muitas a princípio, por causa com a dificuldade do idioma, das matas quase virgens a serem enfrentadas.

Os dez fundadores, Riuichi Matsumoto, Kiyoji Inoue, Toshio Tamai, Gumpei Ito, Ichimitsu Shintomi, Yoshiharu Adachi, Fukutaro Iyda, Hidekichi Suga, Tagagi Koogem e Katsuo Sassaki, se conheceram no Itaim Paulista.

Ryuichi Matsumoto (松本竜一), Kiyoji Inoue (井上清治), Toshio Tamai (玉井俊男), Gunpei Ito (伊藤群平), Ichimitsu Shintomi (新富一三), Yoshiharu Adachi (安達芳晴), Fukutaro Iyda (飯田福太郎), Hidekishi Suga (菅秀吉), Takagi Koogen (高木晃元) e Katsuo Sassaki (佐々木勝男).

Os dez japoneses que fundaram o Bairro Cooperativa chegaram ao Brasil em épocas diferentes, estabelecendo-se em vários pontos do interior de São Paulo. Lá, eles trabalharam em terrenos arrendados. Até que juntaram algum dinheiro e resolvera comprar terras próprias. Procuraram muito e acabaram optando por São Bernardo do Campo, por um recanto de mais ou menos 60 alqueires na zona rural. Terras que pertenciam à Angelo Boralli, imigrante italiano que tinha ganho as terras do governo e plantava uvas pela região. A antiga casa dos Boralli, serviu por muitos anos como sede da Associação Cultural dos Alvarengas, e foi demolida por volta de 1957. O terreno foi pago em dois anos de três parcelas, uma na entrada, e outras duas nos anos decorrentes

Antiga casa dos imigrantes italianos da família Boralli.

Logo que chegaram, tinha muito trabalho à fazer, dia de semana o trabalho era arrancar o mato para o plantio de tomate e verduras, e remover árvores para a carvoaria, e de domingo os homens iam abrir estradas em direção ao mato. Com o tempo chegaram mais e mais imigrantes japoneses. Foi uma vida dura e difícil, moravam em casas de barro e sem energia elétrica. Alguns anos depois começaram a  plantar, uva pêssego e ameixa. Em 1942 iniciou-se a avicultura, e aproveitava o esterco para a agricultura.

Hoje atua com várias atividades culturais, como Taiko, festa do Yakissoba, Undokai e outras atividades.

Fontes:
Cadernos Históricos – Ademir Medice
Bairro Mizuho 60 anos de História – Misao Ueno